O Grupo Casas Bahia anunciou, na noite deste domingo (16), que protocolou um pedido de recuoeração judicial na Justiça de São Paulo. A medida envolve também outras nove empresas do grupo. O objetivo é renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
A rede de móveis Marabraz também protocolou neste domingo um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A empresa busca reorganizar suas finanças e renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas.
A empresa informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções significativas para os consumidores.
Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, ele ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
Reestruturação começou em 2023
O pedido de recuperação judicial marca o desfecho de um processo de reestruturação iniciado há cerca de três anos.
Na primeira etapa, a empresa fechou 55 lojas consideradas deficitárias até o fim daquele ano e reduziu aproximadamente 8.600 postos de trabalho.
Em 2024, a Casas Bahia realizou uma recuperação judicial através da qual renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
Na época, a empresa avaliava que a renegociação, aliada à expectativa de queda dos juros e de retomada do consumo, seria suficiente para estabilizar as contas. Mas o cenário econômico continuou desfavorável.
Também no domingo, a Casas Bahia divulgou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. A companhia registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho.
De acordo com a petição, apenas em agosto deste ano, o grupo demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 294 lojas. A empresa afirma que as medidas fazem parte de um esforço para reduzir despesas e recuperar o equilíbrio financeiro.
Somadas as duas etapas da reestruturação mencionadas no processo (incluindo o fechamento de 55 unidades em 2023), o Grupo Casas Bahia reduziu aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho e fechou cerca de 355 lojas.
A empresa destaca que ainda mantém mais de 20 mil empregados e uma rede com mais de 700 lojas físicas em funcionamento.
De acordo com a petição, apenas em agosto deste ano, o grupo demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 294 lojas. A empresa afirma que as medidas fazem parte de um esforço para reduzir despesas e recuperar o equilíbrio financeiro.
Somadas as duas etapas da reestruturação mencionadas no processo, o Grupo Casas Bahia reduziu aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho e fechou cerca de 349 lojas.
No pedido de recuperação judicial, a varejista argumenta que a crise é conjuntural e defende a viabilidade de suas operações. A empresa destaca que ainda mantém mais de 20 mil empregados e uma rede com mais de 700 lojas físicas em funcionamento.
Veja abaixo os números da reestruturação:
- 2023: fechamento de 55 lojas e redução de aproximadamente 8.600 postos de trabalho.
- 2026: fechamento de quase 294 lojas e demissão de cerca de 3 mil funcionários.
- Total: aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho eliminados e 349 lojas com atividades encerradas.