Com 34 casos e oito mortes registrados neste ano em Mato Grosso do Sul, voltaram a circular em Campo Grande mensagens de alerta sobre a meningite. Mas comunicado divulgado nesta terça-feira, pela Secretaria Estadual de Saúde, nega que a situação seja grave, refutando mensagens em grupos de pais e escolas que falam em surto da doença no Estado.
Segundo o órgão, não há surto porque os casos não têm vínculo entre si, ou seja, não existe cadeia de transmissão identificada. Ainda assim, o número de mortes em um curto período levou ao reforço da vigilância e da orientação aos serviços de saúde.
Pelos dados, até a décima-sétima semana epidemiológica de 2026, seis mortes ocorreram em Campo Grande, uma em Corumbá e uma outra em Dourados. Os registros envolvem diferentes tipos da doença, incluindo formas bacterianas, virais e por fungos, além de um caso ainda sem classificação fechada.
“O cenário não caracteriza surto, mas exige atenção permanente. Nosso papel é manter a vigilância ativa e garantir que a rede assistencial esteja preparada para identificar e conduzir os casos de forma oportuna”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões.
A orientação é que profissionais de saúde redobrem a atenção para diagnóstico precoce, já que a meningite pode evoluir rapidamente e levar a quadros graves.
Entre os sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e alterações de consciência. Em alguns casos, também podem surgir manchas na pele. Diante desses sinais, a recomendação é procurar atendimento imediato.
Por fim, a SES reforça que a vacinação segue como principal forma de prevenção, especialmente contra os tipos bacterianos mais graves. O SUS oferece imunização gratuita, mas a proteção depende da adesão da população;
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul registrou 134 casos de meningite em 2022, 132 casos em 2023, - 131 em 2024 e 115 em 2025.
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