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Sexta-feira Santa, 3 de abril de 2026: A Paixão de Cristo

Publicada em: 03/04/2026 09:58 -

 

Nesta Sexta-feira Santa, 3 de abril de 2026, milhões de fiéis ao redor do mundo se reúnem em silêncio, procissões e orações para recordar a Paixão de Cristo. Mas além da dimensão espiritual, este dia carrega uma força política e social que não pode ser ignorada. A crucificação de Jesus, narrada há dois milênios, é também a história de um homem perseguido pelo poder imperial e pelas elites religiosas de seu tempo — um mártir da justiça social.

✝️ O Cristo dos oprimidos

Jesus foi condenado não por crimes comuns, mas por desafiar estruturas de poder. Pregava a partilha, denunciava a exploração dos pobres e confrontava a hipocrisia dos líderes. Sua morte na cruz é símbolo da violência do Estado contra quem ousa propor um mundo mais justo. Para uma leitura progressista, Cristo é o rosto dos marginalizados: trabalhadores precarizados, povos indígenas, mulheres invisibilizadas, migrantes rejeitados.

🌍 Sexta-feira Santa como denúncia

Em 2026, a Sexta-feira Santa não pode ser apenas memória litúrgica. É também um chamado à denúncia das novas formas de crucificação: a fome que ainda assola milhões, a desigualdade que cresce, o racismo estrutural que mata, a devastação ambiental que sacrifica comunidades inteiras. Cada corpo tombado pela violência policial, cada jovem sem acesso à educação, cada família expulsa de sua terra é um eco da Paixão.

✊ A esperança da ressurreição

A esquerda vê na ressurreição não um milagre distante, mas a metáfora da resistência popular. É o renascer das lutas sociais, das greves, das ocupações, das marchas que insistem em afirmar que outro mundo é possível. A cruz, nesse sentido, não é apenas dor: é também promessa de que a injustiça não terá a última palavra.

🕊️ Um chamado ao presente

Neste 3 de abril de 2026, a Sexta-feira Santa nos lembra que fé e política não são mundos separados. A espiritualidade pode ser força transformadora quando se alia à justiça social. Honrar a Paixão de Cristo é, portanto, lutar contra todas as formas de opressão que ainda crucificam os pobres e vulneráveis. É transformar a memória em ação, o rito em compromisso, a oração em solidariedade.

 

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